Nesse silêncio social, burburinho de arroz ficando pronto, ânsia de sair correndo antes da hora. Nessas coisas que só por dentro cabem, nem palavra alguma ou sutileza antiga decifra. Pois já é hora de encontrar outras áreas, outros raros pares, azares, tentares, se aproximares de mim. Não aprendo e não é isso que desejo, por não ser isso que me faz feliz com os amigos ausentes, presentes passados, família unida, rastros solares, vozes de espanto, aos prantos te peço que me deixes fugir. Ágar-ágar, afagar, afogar, fenestrar, fissurar, ronronar, arranhar, enrugar. Roliças e insolentes tentativas. Fisgar, fugaz. É tudo que quero. A minha espera é nesse meio-tempo, enquanto o condenado a ser exato não me toca nessa dor, não me provoca a culpa de parecer perfeito, de culminar os minutos sobre as horas, os segundos sobre os dias, os milésimos de segundo sobre os anos. E assim vai. E assim vamos. E assim recuperamos um a um os elogios vindouros. Calamos sílaba por sílaba, passo por passo. Toda a saliva se transforma em mar e nos leva. Aproveitar a saída, a rasteira, as dicas proibidas, inibidas, fingidas, últimas, celestes, pestes, doenças contagiosas. Tosse crônica é a voz de quem perdeu a voz mas não pára de falar, de esbarrar ranhuras, luzes, línguas, lisuras ou asperezas. Gafanhotos, marmotas, bergamotas, espertezas. Vamos discutindo, conservando, pepinos e vampiros. Tanto sempre faz tanto que desfaz. Vômito na ponta da língua, texto azul e frios apertos. Como se fosse algo que dura, mas contudo zero-a-zero. É na guerra que te enterro entre as guelras que não mais respiram. Lobos guarás e raposas laranjas vislumbradas com as hienas gritando aos gargalhos, te chamam de gárgula. Te reprovam por excesso.